As ações dos EUA na Venezuela complicariam a revisão do T-MEC

A agência Fitch alerta que a pressão de Washington sobre Caracas poderá complicar as negociações do acordo comercial com o México este ano.

Análise da interligação geopolítica e suas repercussões comerciais

A agência de classificação de risco Fitch Ratings emitiu uma análise na qual indica que as fortes medidas adotadas pelos Estados Unidos em relação à situação na Venezuela poderão influenciar significativamente a próxima revisão do acordo comercial T-MEC com o México, prevista para este ano. Segundo a empresa, este cenário continua a ser um fator substancial de incerteza para a economia mexicana. A base para esta projeção reside no “efeito demonstração” da política externa dos EUA, que poderia incorporar questões de segurança nacional e outras questões não estritamente comerciais na mesa de negociações, tornando-a mais complexa e desafiadora.

A Fitch observa que, embora a administração da presidente Claudia Sheinbaum tenha intensificado a cooperação em segurança, especialmente através de extradições de supostos membros do cartel para os Estados Unidos, o processo de revisão do tratado trilateral provavelmente continuará árduo. Este contexto perpetua um ambiente de elevada incerteza económica. A agência sublinha que os resultados, tanto a curto como a longo prazo, da remoção do líder venezuelano Nicolás Maduro por Washington são altamente imprevisíveis. No entanto, estes acontecimentos poderão ter profundas implicações geopolíticas, consolidando maior influência e poder para os Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

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O contexto estratégico e possíveis consequências regionais

A análise da Fitch situa-se dentro de uma estrutura estratégica mais ampla. A acção contra Maduro, baseada nas suas alegadas ligações ao tráfico de droga e com o objectivo declarado de aceder ao sector petrolífero venezuelano, é consistente com a reafirmação da chamada “Doutrina Monroe”. Esta doutrina coloca todo o Hemisfério Ocidental – da Gronelândia às Caraíbas e à América Latina – no centro da política externa americana, com o objectivo estratégico de limitar a influência de potências como a China e a Rússia. A situação na Venezuela, portanto, transcende o âmbito interno para se tornar um episódio-chave nesta competição geopolítica global.

A agência de classificação alerta que se a remoção de Maduro ou uma escalada militar levar a uma grande perturbação política interna na Venezuela, os desafios macroeconómicos e de segurança poderão intensificar-se nos países vizinhos. A Colômbia, que tem suportado o peso da crise migratória venezuelana, já enfrentou pressão da administração Trump, sendo “descertificada” pela sua luta contra o tráfico de drogas. A sua exposição a pressões futuras poderá depender da vontade do próximo governo colombiano em cooperar. Outros países, como a Nicarágua – com relações tensas com Washington – poderão sofrer um aumento da pressão política, enquanto governos como o da República Dominicana têm mostrado uma atitude mais alinhada com as agendas dos EUA.

No longo prazo, a Fitch projeta que a restauração da produção e exportação de petróleo bruto venezuelano poderá afetar os preços internacionais do petróleo, com consequências para as economias petrolíferas da região. Da mesma forma, uma eventual reintegração da Venezuela nos circuitos comerciais regionais poderia impulsionar a economia não petrolífera da Colômbia, dada a histórica interligação comercial bilateral. Concluindo, a análise meticulosa da Fitch Ratings revela uma intrincada rede de causa e efeito, onde uma ação geopolítica focada tem o potencial de irradiar consequências incertas para as esferas comercial, econômica e de segurança de múltiplas nações, sendo a revisão do T-MEC um ponto de impacto crítico e imediato para o México.

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Sheinbaum anuncia alerta telefônico para chuvas de El Niño

Governo federal ativa alerta telefônico devido às chuvas intensas causadas pelo El Niño. Coordenação com 32 estados.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que em aproximadamente dois meses um sistema de alerta telefônico estará pronto para avisar a população sobre fenômenos meteorológicos. A medida faz parte das ações preventivas contra as chuvas intensas que o fenômeno El Niño trará.

“O objetivo é que em cerca de dois meses tenhamos o alerta telefônico pronto para que todas as pessoas, todos os mexicanos, possam ser informados”, afirmou durante a conferência matinal.

O sistema é desenvolvido em coordenação com a Agência de Transformação Digital e Telecomunicações, a Coordenação Nacional de Proteção Civil e o Serviço Meteorológico Nacional.

Riscos do fenômeno climático

Fabián Vázquez Romaña, coordenador do SMN, explicou que o El Niño – uma interação entre as temperaturas atmosféricas e oceânicas que se repete a cada dois a sete anos – tem 63% de probabilidade de ser muito intenso. O pico mais alto deverá ocorrer em dezembro deste ano e continuar até 2025.

As consequências incluem chuvas mais fortes no norte do país no final do ano, uma maior probabilidade de ciclones intensos e uma possível seca no centro durante o próximo ano. “Se os ciclones vão atingir a costa ou não, só poderemos saber alguns dias antes”, alertou.

Ações no território

Laura Velázquez, chefe da Proteção Civil, explicou que os Postos de Comando estão instalados nos 17 estados costeiros. Até o momento são 11 formados; o restante será concluído na próxima semana. Além disso, são realizados desassoreamento de rios e barragens, abertura de canais e colocação de barreiras.

A agência mantém mapas atualizados, monitora abrigos e distribui equipes por todo o país para atender a população. A coordenação inclui os 32 estados, gabinetes jurídicos e ampliados e a Comissão Nacional de Águas.

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Tribunal analisa se decreto sobre Frida Kahlo viola propriedade privada

O SCJN irá analisar se o decreto de 1984 que protege as obras de Kahlo é constitucional.

O SCJN analisa o decreto que protege Frida Kahlo

A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) analisará a legalidade do decreto presidencial de 1984 que impede a exportação definitiva de obras de Frida Kahlo. O plenário admitiu liminar do banco Ve por Más, dono do óleo Autorretrato com medalhão, pintado em 1948. A disputa opõe a proteção do patrimônio cultural ao direito de propriedade privada.

O magistrado Giovanni Azael Figueroa promoveu o caso para apurar se as restrições ultrapassam as atribuições do Executivo. O Tribunal determinará se o decreto é constitucional.

Antecedentes: a coleção Gelman

A resenha ocorre em meio ao debate sobre a coleção Gelman, que reúne 11 obras de Kahlo emprestadas ao Banco Santander. A resolução do Tribunal estabelecerá limites para futuras disputas sobre bens culturais.

A decisão será fundamental para definir até que ponto o Estado pode intervir na titularidade de obras consideradas património nacional.

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IMSS e Fonacot atualizam acordo para melhorar serviços aos trabalhadores

IMSS e Fonacot renovam a sua aliança até 2030 para agilizar procedimentos e proteger os direitos laborais.

Aliança estratégica para direitos trabalhistas

O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e o Fundo Nacional para o Consumo dos Trabalhadores (Fonacot) assinaram um acordo de colaboração que atualiza o intercâmbio de informações e serviços. O objetivo: responder às atuais necessidades operacionais, tecnológicas e regulatórias de ambas as agências.

O acordo foi assinado por Wendolyne Retana Alarcón, diretora geral da Fonacot, e Luisa Obrador Garrido Cuesta, diretora de Incorporação e Arrecadação do IMSS. Será válido até 30 de setembro de 2030, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

A relação entre as duas instituições remonta a 2007. Desde então, mantêm um fluxo constante de dados para facilitar procedimentos e garantir melhores condições de crédito e segurança social aos trabalhadores.

Com esta atualização, pretende-se agilizar processos, reduzir tempos de resposta e reforçar a proteção dos direitos dos trabalhadores formais do país.

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