A tarifa dos EUA sobre os tomates mexicanos geraria 346 milhões anualmente

Um novo estudo revela o impacto económico e comercial da tarifa dos EUA sobre o tomate mexicano.

Análise detalhada do impacto da tarifa sobre o tomate mexicano

A implementação de uma tarifa de 20,91% sobre as importações mexicanas de tomate pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor na próxima segunda-feira, representaria uma receita estimada de 346 milhões de dólares anuais para o governo dos EUA. Este cálculo, realizado pelo American Action Forum, com sede em Washington, destaca as implicações financeiras e comerciais desta medida protecionista.

Contexto e histórico da medida

O Departamento de Comércio dos EUA decidiu em abril passado rescindir o acordo assinado em 2019 com os produtores mexicanos, que estabelecia preços mínimos para a exportação de tomate fresco. Esta decisão responde à pressão dos agricultores da Flórida, que argumentam a concorrência desleal por parte do México. Segundo dados oficiais, o tomate mexicano forneceu 61% do consumo total nos EUA em 2024, com participação de 90% no segmento de importação.

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A análise do American Action Forum, uma instituição que promove o livre comércio, sugere que a administração Trump procura substituir os controlos de preços por receitas tarifárias diretas. Esta estratégia poderia aumentar os preços ao consumidor entre 7% e 11%, dependendo da variedade de tomate e da capacidade de absorção de custos dos distribuidores e dos supermercados.

Consequências estruturais para ambos os países

A dependência dos EUA do tomate mexicano representa um desafio logístico: a substituição dessas importações exigiria um aumento de seis vezes na área arável atual, equivalente a seis vezes o tamanho de Washington D.C. Por outro lado, o México enfrenta um cenário complexo, uma vez que esta tarifa se soma a medidas semelhantes aplicadas a outros produtos estratégicos, como cobre, aço, alumínio e automóveis.

Uma delegação mexicana liderada pelo secretário de Economia, Marcelo Ebrard, viajará nesta sexta-feira a Washington na tentativa de negociar uma prorrogação ou novo acordo. No entanto, até agora não há indicação de que a administração Trump considere relaxar a sua posição.

Este conflito comercial ocorre no âmbito do T-MEC, o acordo regional de livre comércio, que não impede a aplicação de tarifas a produtos fora das suas disposições específicas. Especialistas alertam que estas medidas podem prejudicar ainda mais as relações comerciais bilaterais.

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Acusações contra 11 pessoas por contrabando de migrantes com 7 mortos no Texas

Onze pessoas enfrentam acusações nos EUA por contrabando de migrantes. Sete morreram em um contêiner no Texas.

O Ministério Público Federal dos Estados Unidos apresentou acusações contra 11 pessoas pela sua alegada participação numa rede de contrabando de migrantes. O caso está ligado à morte de sete pessoas que viajavam escondidas num contentor ferroviário no Texas.

As vítimas, originárias de Honduras e do México, morreram em maio devido às altas temperaturas enquanto eram transportadas para o interior do país.

Detalhes da tragédia

Segundo as autoridades, o grupo embarcou em um trem na cidade fronteiriça de Del Río com destino a San Antonio. Os contrabandistas abandonaram o contentor depois de um dos migrantes ter caído ao abrir a porta.

No dia seguinte, um funcionário da Union Pacific descobriu os corpos de seis pessoas dentro do contêiner em um pátio ferroviário de Laredo. Uma sétima vítima foi deixada próxima aos trilhos.

A investigação apurou que o contêiner permanecia totalmente lacrado, sem ventilação ou sistema de refrigeração. Isso fez com que os migrantes sofressem insolação. Entre os falecidos estava um adolescente de 14 anos.

A promotoria detalhou que uma das vítimas conseguiu se comunicar com seus familiares enquanto morria dentro do contêiner.

Ações da autoridade

Os 11 arguidos enfrentam acusações de conspiração para transportar estrangeiros e facilitar a sua transferência, resultando em morte. Crimes que podem levar à prisão perpétua.

Nove dos supostos autores já foram presos em diversas operações realizadas no Texas. Dois continuam foragidos. As autoridades relataram que os envolvidos incluem cidadãos dos EUA e residentes permanentes.

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Espanha declara emergência nacional devido a incêndios florestais

Espanha declara emergência nacional devido a incêndios. 20 mil evacuados no país e 60 mil em França.

Emergência nacional em Espanha devido a incêndios florestais

O governo de Espanha ativou esta sexta-feira a declaração de emergência nacional devido à magnitude dos incêndios florestais. As chamas obrigaram à evacuação de cerca de 20 mil pessoas, principalmente em localidades próximas de Madrid.

A crise atinge também o sul de França. Mais de 60 mil habitantes tiveram que deixar suas casas devido ao avanço do incêndio.

Pedro Sánchez, presidente do governo espanhol, descreveu a situação como “dramática” e manifestou a sua solidariedade às famílias afetadas.

A declaração de emergência permite ao Ministério do Interior coordenar os esforços de resposta em diferentes comunidades autónomas. Prevê-se que nas próximas horas sejam reforçados os recursos aéreos e terrestres para conter os incêndios.

As autoridades recomendam que a população se mantenha informada e siga as instruções de evacuação. Até agora nenhuma morte foi relatada, embora os danos materiais sejam significativos.

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Ataques de drones ucranianos deixam nove mortos na Rússia

A Ucrânia ataca centros logísticos do maior retalhista russo, deixando pelo menos nove mortos e dezenas de feridos.

Ataques de drones contra centros logísticos

Os ataques de drones lançados pela Ucrânia contra vários centros de distribuição da Wildberries, o maior retalhista online da Rússia, causaram grandes incêndios. Pelo menos nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Os incêndios afectaram uma parte significativa da infra-estrutura comercial do país.

Wildberries, fundada em 2004 pela empresária Tatyana Kim, é a principal plataforma de comércio eletrônico da Rússia. Possui mais de 200 centros logísticos e concentra mais de 50% dos pedidos online do país. A empresa também opera na Bielorrússia, no Cazaquistão e na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014, e trabalha com centenas de milhares de vendedores.

Estas ofensivas fazem parte da estratégia de Kiev para enfraquecer a economia russa e dificultar o esforço de guerra do Kremlin. Os danos ainda estão sendo avaliados, mas deverão ter repercussões na economia local. A magnitude do impacto na infra-estrutura comercial russa é significativa.

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