“Não é que somos Ibero, é que somos México”
Adrián Marcelo foi às redes. E não foi para promover um projeto, mas para apontar algo que todos vimos, mas poucos de nós comentamos com essa crueza.
O estopim foi o desabamento de uma plataforma durante uma sessão de fotos na Universidade Iberoamericana. As imagens circularam rapidamente, mas os memes e as zombarias chegaram ainda mais rápido. E o ator de Monterrey estava com um nó no estômago.
“Não é que sejamos Ibero, é que somos México”, escreveu ele em X.
O seu ponto de vista é brutalmente claro: o problema não é onde aconteceu, mas como reagimos. Segundo ele, se isso tivesse acontecido na UNAM, no IPN ou na UANL, o circo digital teria sido idêntico.
“Parece que qualquer ‘tragédia’ que não inclua mortes dá ao mexicano licença para zombar. É assim que somos, é assim que éramos e é assim que seremos”, publicou.
É essa dualidade nacional que conhecemos demasiado bem: a solidariedade épica face ao grave infortúnio e o humor ácido como válvula de escape face ao absurdo ou ao desprezo.
Um tiro direto em Nay Salvatori?
Embora ele não tenha citado nomes, muitos relacionaram suas palavras com o vídeo da deputada Nayeli Salvatori Bojalil (Nay Salvatori). Nele, a morenista faz uma paródia onde organiza uma missa e um centro de coleta para os estudantes feridos.
Crítica social ou simples piada? Existe o debate. Marcelo não entra para julgar pessoas específicas, mas sim para questionar o mecanismo coletivo. A mensagem final é incômoda: rimos porque dói menos reconhecer o quão frágil tudo pode ser.
No final, sua postagem é um espelho. Quer gostemos ou não do que vemos refletido.




