A FGR solicita novo mandado de prisão contra contra-almirante

O alto comando naval é considerado foragido após se ausentar de sua audiência, o que desencadeou um novo pedido de prisão por parte das autoridades federais.

Procuradoria-Geral da República reativa processo de captura

A Procuradoria Geral da República (FGR) apresentou um pedido formal a um juiz federal para emitir uma nova ordem de prisão contra o Contra-Almirante Fernando Farías Laguna. Esta ação judicial surge do não comparecimento do réu na audiência marcada para esta quarta-feira no Centro Federal de Justiça Criminal localizado em Almoloya de Juárez, Estado do México. O processo judicial em que o oficial da Marinha está imerso está relacionado a um complexo caso de huachicol fiscal, onde é acusado de graves crimes de crime organizado e lavagem de dinheiro.

Segundo fontes judiciais confiáveis, o Ministério Público Federal encarregado do processo fez a solicitação correspondente durante audiência privada perante a juíza supervisora, Nancy Selene Hidalgo Pérez. O objetivo deste pedido é obter a ordem judicial necessária para proceder à prisão do militar de alta patente, que enfrenta acusações por sua suposta participação em atividades de crime organizado e por realizar operações financeiras com recursos de origem ilícita. A ausência do contra-almirante e da sua equipa de defesa legal na intimação judicial, que já foi remarcada em duas ocasiões anteriores, constitui a base processual imediata desta medida.

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Contexto processual e situação jurídica do acusado

O desenvolvimento deste caso foi marcado por uma série de adiamentos e recursos judiciais. Inicialmente, Fernando Farías Laguna foi convocado para audiência no dia 2 de outubro. Esse comparecimento foi posteriormente remarcado para o dia 20 do mesmo mês e, finalmente, para esta quarta-feira. A repetida falta de presença do acusado nestas intimações levou o Ministério Público Federal a categorizá-lo oficialmente como fugitivo da justiça. Esta qualificação jurídica adquiriu maior relevância depois que a proteção da justiça foi negada através de um amparo que o próprio acusado havia promovido para evitar sua captura.

Os argumentos apresentados pela defesa de Farías Laguna durante o processo centraram-se na necessidade de analisar a pasta de investigação fornecida pelo FGR. Na referida documentação, o contra-almirante – sobrinho do ex-secretário da Marinha, almirante José Rafael Ojeda Durán – é acusado de supostamente liderar uma estrutura criminosa composta por membros da Marinha e agentes alfandegários. Esta organização criminosa estaria especificamente dedicada ao tráfico ilegal de combustível utilizando navios-tanque para suas operações ilícitas.

Em contraste com a posição oficial, fontes próximas à defesa dos militares indicaram que o comparecimento teria sido novamente remarcado, estabelecendo-se o próximo sábado como nova data. No entanto, esta informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades judiciais correspondentes, o que gera um cenário de incerteza processual.

Análise das implicações institucionais e legais

A situação actual representa um desafio significativo para a administração da justiça na luta contra o crime organizado. O pedido de um novo mandado de prisão contra um alto oficial da Marinha mostra a complexidade dos casos que envolvem servidores públicos em redes criminosas complexas. A juíza de controle, Nancy Selene Hidalgo Pérez, está agora em fase de deliberação para determinar se o pedido do FGR atende a todos os requisitos legais e é suficientemente fundamentado para prosseguir com a emissão da ordem de captura.

O resultado desta decisão judicial terá importantes repercussões no combate à fraude fiscal e ao branqueamento de capitais, crimes que representam graves danos à economia nacional e à segurança energética do país. A capacidade das instituições para processar eficazmente as pessoas acusadas destes crimes, especialmente quando são membros das forças armadas, é essencial para fortalecer o Estado de direito e a confiança dos cidadãos no sistema de justiça.

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Guarda Nacional: 125 mil elementos e diminuição de homicídios

Sheinbaum liderou o sétimo aniversário da Guarda Nacional com números de destacamentos e resultados.

Em Huehuetoca, Estado do México, a presidente Claudia Sheinbaum liderou a cerimônia do sétimo aniversário da Guarda Nacional, criada em 2019.

Sheinbaum informou que a corporação conta com 125 mil elementos desdobrados em 53 coordenações e 590 quartéis construídos pelo Exército. Ele destacou que os homicídios dolosos diminuíram 46% desde outubro de 2024, como parte da Estratégia de Segurança Nacional.

Números operacionais

O Comandante Guillermo Briseño Lobera explicou que no atual mandato de seis anos foram detidas 45 mil pessoas por crimes, apreendidas 23 mil armas de fogo, apreendidas mais de 213 toneladas de drogas e desmantelados dois mil laboratórios clandestinos.

Anunciou que Sedena está a promover um plano para atingir 170.000 soldados e 886 instalações até ao final do mandato de seis anos.

O presidente entregou condecorações ao pessoal destacado em segurança, treinamento e confiscos, com especial reconhecimento aos elementos da zona arqueológica de Teotihuacan pelo seu desempenho em abril passado.

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Mãe de vítima da Creche do ABC exige justiça da FGR

A mãe da vítima nega que o caso esteja encerrado e exige que a FGR retome as investigações.

Juanita Luna, mãe de uma das vítimas da Creche ABC, respondeu às declarações da presidente Claudia Sheinbaum. Esclareceu que o processo judicial nunca foi encerrado e exigiu que a Procuradoria-Geral da República (FGR) continuasse as investigações.

A recente resolução do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) não ordenou a reabertura do caso, disse Luna. O que decidiu é que os crimes cometidos contra menores são imprescritíveis. Portanto, os responsáveis ​​pelo homicídio culposo ainda precisam ser processados.

Gabriel Alvarado Serrano, representante legal do coletivo Manos Unidas por Nuestros Niño, explicou que este critério judicial fortalece a demanda por justiça. Isso marca um precedente histórico para as crianças mexicanas, observou ele.

Agora cabe à FGR acelerar os atuais processos de investigação, alertou o advogado. Se surgirem novas provas, outros funcionários públicos que não foram originalmente incluídos poderão ser chamados a prestar contas, independentemente do tempo decorrido.

Durante a sua conferência matinal, a Presidente Sheinbaum afirmou que o Ministério Público deve chegar às últimas consequências neste caso. Ele prometeu fornecer todas as informações exigidas pelo IMSS.

Sheinbaum também destacou que o modelo de creche substituta implementado durante o mandato de seis anos de Felipe Calderón foi marcado por corrupção, nepotismo e graves deficiências de segurança. Estas falhas levaram à tragédia que ceifou a vida de 49 menores em 2009.

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Eles buscam contratar professores substitutos durante greves em Oaxaca

A iniciativa de Morena busca garantir a continuidade educacional durante as greves docentes em Oaxaca.

Proposta morenoísta em resposta às greves de professores

A representante local de Morena, María Eulalia Velasco Ramírez, apresentou uma iniciativa para reformar a Lei Educacional de Oaxaca. Seu objetivo: obrigar o governo estadual a contratar professores substitutos durante as greves docentes.

O legislador procura dar continuidade ao serviço educativo. Para tal, propõe mecanismos de resposta imediata em caso de eventual suspensão das atividades letivas. A proposta agora permanece nas mãos do Congresso local.

A realidade dos protestos no estado

Todos os anos, a Secção 22 do SNTE realiza greves escalonadas como parte da sua estratégia de pressão sindical. Em 2024, os protestos duraram um mês e afetaram principalmente escolas do ensino básico. Não é o único sindicato: também há greves recorrentes na Universidade Autônoma de Oaxaca “Benito Juárez” (UABJO) e em outros campi de ensino médio.

Velasco Ramírez —mãe da secretária de Turismo, Saymi Pineda— afirma que sua iniciativa protege o direito à educação sob o princípio do melhor interesse das crianças. Segundo o representante, os estudantes mais vulneráveis ​​são os que mais sofrem com as suspensões.

Medidas que o IEEPO autorizaria

A reforma habilita o Instituto Estadual de Educação Pública de Oaxaca (IEEPO) a tomar medidas administrativas, acadêmicas e extraordinárias quando o serviço for interrompido por ausência injustificada de docentes. Entre as ações permitidas estão: designar imediatamente pessoal substituto, viabilizar locais alternativos de atendimento presencial em unidades próximas ou implementar estratégias acadêmicas para evitar a perda do ano letivo.

A iniciativa enfatiza a justiça social para comunidades rurais, indígenas ou áreas sem acesso à Internet. Nestes casos, a autoridade educativa deve sempre priorizar a modalidade presencial para garantir a aprendizagem.

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